Vírus H1N1 sofre mutação e tem nova cepa nas vacinas para 2017

O vírus da gripe passa por constantes mutações, o H1N1 é um exemplo disso, sendo um subtipo da influenza A, combinando partes genéticas do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e da gripe suína. A vacina é a melhor forma de se prevenir contra a doença, e assim como os vírus passam por mutações, a vacina também deve ter sua composição atualizada para garantir a eficácia contra os agentes nocivos.

Foi constatado que o vírus H1N1 sofreu sua primeira mutação desde 2010, e assim a vacina da gripe de 2017 terá uma nova cepa para combater a mutação em questão, além de todas as outras. A única mudança na vacina para este ano é a cepa do vírus Influenza A (H1N1), subtipo California/7/2009.

As campanhas de imunização nacionais usam vacinas trivalentes no combate à Influenza, e de acordo com a Anvisa, ela conterá as seguintes cepas: Influenza A (H1N1), subtipo Michigan/45/2015; Influenza A (H3N2), subtipo Hong Kong/4801/2014; e Influenza B, subtipo Brisbane/60/2008. A vacina tetravalente contém, além dessas três, a cepa Influenza B, subtipo Phuket/3073/2013. No entanto, ela só está disponível em clínicas particulares.

A Organização Mundial de Saúde faz uma previsão anual dos vírus que provavelmente irão estar presentes no inverno do hemisfério norte e sul, usando amostras de pacientes coletadas ao redor do mundo. É com base nessa informação que a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, verifica se houve alguma mutação no vírus da gripe, para que assim os laboratórios possam atualizar as vacinas.

A nova vacina contra gripe começará a ser distribuída no Brasil em fevereiro deste ano, e a campanha nacional de vacinação acontece entre abril e maio. É recomendado que, mesmo que o período de um ano desde a última imunização contra a doença não tenha passado, a nova vacina seja tomada, pois a nova mutação do vírus apresenta um perigo maior, que pode atingir as pessoas já vacinadas anteriormente.

Os grupos de risco devem manter a vacinação anual em dia, mesmo se não houverem novas mutações no vírus da gripe, pois a quantidade de anticorpos diminui à medida que o tempo passa, tornando a proteção no corpo menos eficaz. A vacinação da rede pública é destinada aos grupos de riscos, que incluem crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometem a imunidade.

O vírus Influenza A H1N1, o mesmo vírus que causa o maior número de casos de gripe entre humanos, desenvolveu uma nova cepa em 2009 responsável pela pandemia global decretada pela Organização Mundial de Saúde. Desde abril de 2009, até agosto de 2010, quando foi decretado o fim da pandemia, a nova cepa do H1N1 foi responsável pela morte de 18 mil pessoas ao redor do mundo.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 quase duas mil pessoas morreram pelo vírus H1N1, e maioria delas tinham idade entre 40 e 60 anos. Por volta de 70% delas

apresentavam ao menos algum fator de risco que as deixavam mais vulneráveis. Ao enfrentar uma nova mutação do vírus, que aparenta conter um nível ainda mais alto de risco, é imprescindível que a vacina atualizada seja tomada.

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