Dengue, Zika e Chikungunya: Uma Ameaça Real

Nos últimos dois anos o Brasil tem enfrentado um aumento considerável no número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a Zika e Chikungunya. O país, que já combate a dengue há décadas, e já conseguiu erradicar o mosquito no passado, hoje se depara com uma dificuldade generalizada para proteger sua população. Com recursos insuficientes para as agências de combate à dengue, as cidades fazem o melhor que podem, e com isso, a tarefa mais importante fica a cargo de cada cidadão. Com todos fazendo sua parte, e garantindo que sua própria casa não seja um local de foco para os mosquitos, cada um contribui com essa luta.

 

Sobre as doenças

 

A dengue, o Zika vírus, e a febre Chikungunya são todos transmitidos pelo mosquito da espécie Aedes aegypti (o qual também transmite a febre amarela). O que poucos sabem é que as três doenças também podem ser transmitidas pelo mosquito Aedes albopictus. A diferença entre os dois é que, enquanto o aegypti só vive em regiões tropicais ou sub-tropicais, o albopictus também consegue sobreviver em regiões temperadas e até frias. Além disso, a transmissão da Zika pelo sangue está sendo investigada, e a transmissão sexual já foi documentada em vários países.

 

O primeiro surto de dengue no Brasil foi registrado na década de 20, no Sudeste do país. Desde então, o combate ao mosquito foi intenso, até ser declarada sua erradicação em 1958. No entanto, com a presença ainda constante do vetor no território sul-americano, o Brasil presenciou o risco de novos surtos da doença, até que em 1981 a ameaça se tornou realidade.

 

O ano de 2015, porém, foi marcado não somente por um surto de dengue no país (com 1,5 milhões de casos registrados), mas também pela ameaça do Zika vírus e da febre Chikungunya. Segundo estudos, a Zika entrou no país em 2013, durante a Copa das Confederações, atingindo um pico de casos suspeitos em 2015, chegando a mais de 160 mil até junho de 2016, de acordo com o Ministério da Saúde.

 

A Chikungunya também começou a se espalhar pela América Latina em 2013, mas o primeiro caso da doença com transmissão dentro do território brasileiro foi registrado em 2014. Até junho de 2016, foram registrados mais de 130 mil casos suspeitos.

 

Existe uma dificuldade em diagnosticar os casos totais de Chikungunya, devido à semelhança com o vírus da dengue. Outro fator que impede a confirmação mais precisa do números de casos das doenças no Brasil é o fato de que nem todas as pessoas infectadas buscam serviços da saúde para o diagnóstico e tratamento, o que deixa em aberto qual a real escala de risco no país. Por isso, é importante reconhecer os sintomas e se dirigir ao médico assim que possível.

 

 

Sintomas

Os sintomas das três doenças são bastante similares, com febre e dor no corpo sendo as principais delas. A pessoa infectada também pode desenvolver manchas no corpo, dor de cabeça e náusea. A Chikungunya causa dores severas nas articulações, que podem durar por mais tempo que os outros sintomas. O diagnóstico da Chikungunya pode muitas vezes ser confundido com a dengue, pelas similaridades dos sintomas. A dengue, no entanto, pode se desenvolver para uma forma letal, a dengue hemorrágica, a qual acarreta no vazamento de vasos sanguíneos depois do terceiro ou quarto dia dos sintomas iniciais. A dengue hemorrágica afeta principalmente a Ásia e a América Latina, e é a principal causa de hospitalização nessas áreas, segundo a Organização Mundial de Saúde.

 

O tempo de incubação, ou seja, o tempo entre a picada do mosquito infectado e o surgimento dos primeiros sintomas, varia entre as doenças. Com o Zika vírus, o tempo não é claro, mas pode ir de 3 a 10 dias. Já o da febre Chikungunya pode ir até 12 dias, enquanto o da dengue fica por volta dos 5 ou 6 dias. Os sintomas das três doenças costumam durar entre 2 a 7 dias.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existe a possibilidade, embora rara, de que o mesmo mosquito possa infectar a mesma pessoa com dois vírus diferente. Casos na Índia e no Gabão registraram pessoas que foram infectadas tanto pela dengue quanto pela Chikungunya. É de extrema importância que, assim que os primeiros sintomas sejam identificados, a pessoa se dirija ao hospital mais próximo para a realização do diagnóstico, e posteriormente o tratamento.

 

Tratamento

 

Não existe uma cura para a dengue, Zika e Chikungunya, o tratamento é focado no alívio dos sintomas, com ênfase no repouso e na ingestão constante de líquidos. É importante que não haja a auto-medicação, para não haver complicação do estado, e sim que se procure o serviço de saúde mais próximo.

 

Apesar dos casos isolados de Zika e Chikungunya que foram registrados no passado ao redor do mundo, o surto das doenças é bastante recente, portanto não há ainda nenhuma vacina desenvolvida. Até mesmo a dengue, que já se configura como um problema de saúde mundial há décadas, só teve sua primeira vacina comercializada em julho deste ano, depois de mais de 20 anos de estudo para seu desenvolvimento eficaz pela indústria farmacêutica francesa Sanofi Pauster.

 

A vacina contra dengue oferece imunização contra os quatro tipos de vírus da dengue, e é ainda mais eficaz em pessoas que já tiveram a doença. A vacina tem como alvo pacientes entre 9 e 45 anos, pois os estudos demonstraram uma eficácia de 66% entre esta faixa etária.

 

A imunização é dividida em três doses, uma a cada seis meses, e pode causar efeitos colaterais como dores de cabeça, indisposição e febre. A vacina não é recomendada para grávidas, lactantes e pessoas com doenças imunológicas.

 

No Brasil, a vacina já está disponível em clínicas de imunização particulares,  Não há previsão para distribuição pelo SUS em todo o país, mas o Paraná já adquiriu a vacina para distribuição gratuita na maioria de seus municípios.

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