Conheça todos os tipos de vacinas

Muita gente não sabe, mas existem diversos tipos de vacinas. Não estou falando do remédio ou da marca em si, mas sim de tipos diferentes de vacinas. É um pouco complicado? Calma, ao longo deste artigo você irá compreender melhor quais são os tipos de vacinas e qual a diferença entre estas vacinas.

A vacina

Quando um agente penetra no nosso corpo para agredir e debilitar nossa saúde, o seu sistema imunológico age imediatamente, utilizando todos os recursos disponíveis, para inibir ou expulsar de vez este agente agressor.

Mas, acontece que algumas vezes nosso sistema imunológico não reconhece alguns agentes, e é justamente aí que entra a vacina.

Ela cumpre o papel de “ensinar” o sistema imunológico a reconhecer estes agentes, fazendo com que este sistema aumente a produção dos anticorpos específicos para combater a doença, evitando que ela se desenvolva.

Para que isso funcione na prática, as vacinas são feitas com partes do próprio agressor ou de algum outro agressor parecido. Mas, aqui, é onde as vacinas começam a se diferenciar uma da outra.

Enquanto algumas utilizam microrganismos atenuados, outras utilizam eles inativados. E é justamente sobre esses dois tipos, bem como outras combinações que iremos falar nos tópicos abaixo.

Tipos de Vacinas: Vacina Atenuada

Como dita acima, a vacina atuada é feita com bactérias ou vírus vivos, mas que foram criados em condições diferenciadas, de modo que eles ficam enfraquecidos e não conseguem agir como causadores de doenças.

Em geral, este enfraquecimento é obtido através de uma mutação genética, que interfere nos processos fundamentais para o desenvolvimento do microrganismo como agente agressivo a saúde humana.

Exemplos de vacinas atenuadas:

  • Virais: Rotavírus, Febre Amarela, Varicela, Rubéola, Caxumba, Sarampo e Poliomielite.
  • Bacterianas: BCG (vacina contra tuberculose), e Febre Tifoide.

Tipos de Vacinas: Vacina inativada

Enquanto a vacina atenuada ainda utiliza o microrganismo enfraquecido, mas vivo, a vacina inativada utiliza apenas vírus e bactérias que foram mortos em processos químicos e/ou físicos.

Em geral, para matar estes vírus, os cientistas utilizam processos como radiação, calor extremo, falta de calor ou mesmo o tratamento com formaldeído.

Exemplos de vacinas inativadas:

  • Virais: Poliomielite (parenteral), HPV, Influenza, Hepatite A, Hepatite B e Raiva.
  • Bacteriana: DTP (Contra Difteria, Tétano e Coqueluche) e a Vacina contra a Febre Tifoide.

Tipos de Vacinas: Vacina Conjugada

A vacina conjugada se difere das duas acima pelo fato de ser feita apenas com alguns componentes específicos do agente agressor, como uma proteína ou um carboidrato, que sejam capazes de gerar uma resposta do nosso sistema imunológico.

Nestes casos, quando o componente utilizado é um carboidrato, se faz necessária a conjugação de uma proteína. E daí o nome de Vacina Conjugada.

Exemplos de vacinas conjugadas:

  • Pneumocócica infantil;
  • Hemófilos Tipo B.

Tipos de Vacinas: Vacina Combinada

A vacina combinada é um tipo diferente de vacina, pois carrega consigo os antígenos, que são as moléculas presentes em vírus e bactérias, responsáveis por disparar uma reação imunológica.

Nesta vacina, estes antígenos não são de apenas de um microrganismo, mas sim de vários agentes agressivos, o que faz com que a vacina aja protegendo o corpo humano contra mais de uma doença, com uma única aplicação.

Exemplos de vacinas conjugadas:

  • Vacina SCR (contra Rubéola, Sarampo e Caxumba);
  • Vacina DTP (contra Difteria, Coqueluche e Tétano);

Em algumas situações, também é possível combinar algumas vacinas em uma única dose, como exemplo disso a combinação entre DTP (contra Difteria, Coqueluche e Tétano) e a Hib (contra o Influenza Tipo B), formando a vacina Tetravalente.

Diferenças entre estas vacinas

Pois bem, como você pôde observar acima, existem quatro tipos diferentes de vacinas. Mas, apenas os dois primeiros apresentam lados antagônicos. Ou seja, com o agente agressivo vivo e enfraquecido ou com o agente morto.

Mas, qual a diferença, na prática entre elas? Bem, primeiramente – além da condição do agente – a principal diferença é com relação ao tempo de resposta que o sistema imunológico leva para responder a cada uma delas.

No caso das vacinas atenuadas, elas oferecem proteção de longo prazo e, em geral, não precisam de mais de uma dose para fazer efeito e garantir sua eficácia. E, apesar de serem feitas tanto com bactérias, quanto com vírus, o mais utilizado são os vírus.

O problema com esta vacina é que ela funciona muito bem em pessoas saudáveis, mas pode apresentar alguns riscos (e por isso é contraindicada) para pessoas que sofrem de imunodepressão ou para as gestantes. Logo, para que este grupo de pessoas tome esta vacina, o médico precisa avaliar cada caso separadamente.

Já quando se trata das vacinas inativadas, elas costumam ser feitas tanto com vírus como bactérias, e não oferecem muitos riscos para nenhum grupo específico, bem como não causam tantos efeitos colaterais.

O problema com esta vacina é que elas provocam reações imunológicas de curto prazo, ou seja, geralmente precisam de doses de reforço para garantir a eficácia da mesma.

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