Doenças erradicadas podem reaparecer por falta de vacinação

O número de imunização para crianças menores de 1 ano, para doenças erradicas como sarampo e poliomielite estão em queda por falta de vacinação.

O País vive um momento de atenção, quando o assunto falta de vacinação principalmente a infantil, principalmente para os menores de um ano. Conforme dados do Ministério da Saúde, todas as Vacinas indicadas para crianças menores de um ano, não alcançaram a meta de imunização. Os números vêm de seguidas quedas e em 2017 atingiu o menor patamar dos últimos 16 anos.
Um dos casos que causa preocupação é a Vacinação da Poliomielite, que em 2017 teve uma queda de 7,5% em relação a 2016 com uma cobertura de 77% e 21% comparando a 2015, este o último ano que tivemos uma taxa de vacinação superior a 80%.
Outro exemplo é a vacina que protege contra o Sarampo, Caxumba, Rubéola, Catapora e Varicela, a quadrupla viral (Tetra viral e VZ), que teve uma que de 8% comparando a 2016 e hoje está com índice de 70%.
Para a Coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Domingues, um dos problemas é a vacina ser vista como curativa. “Vemos o aumento da busca pela imunização quando a doença aparece, mas esse cuidado deve ser de prevenção. Não devemos esperar a doença aparecer”.

Aumenta a Falta de vacinação
Aumenta a Falta de vacinação

O PNI foi criado em 1973 para organizar o calendário da vacinação, pensando em controle e erradicação de doenças que podem ser prevenidas por meio de imunização. Como os casos da poliomielite e vírus autóctone da rubéola, ambos erradicados no Brasil e gerou reconhecimento internacional ao PNI.

 

Opinião de Especialistas

Segundo Carla Domingues: “O Brasil tinhas índices alarmantes de mortalidade infantil antes do programa”, complementa. “A geração atual tem uma saúde adequada porque foi vacinada. Mas, como não conviveu com o medo de doenças, acham que não é necessário manter a prevenção”.
Hoje temos casos de doenças controladas no Brasil e que voltaram a apresentar surtos. Caso do sarampo, que teve a confirmação de pessoas infectadas em Roraima, no Amazonas e no Rio Grande do Sul.
Outro ponto que Carla acredita impactar no cenário atual é a mulher, principal responsável dos filhos na maior parte da famílias, com o mercado de trabalhou, criou-se uma nova rotina da família brasileira e não foi acompanhada pelo sistema de saúde. “Os horários para que a mãe leve seu filho para ser vacinado não se encaixam na agenda de quem precisa trabalhar”. diz.
A Falta de Vacinação está em pauta no ministério da saúde que embora reconheça o problema, não prevê uma solução, principalmente pelo impacto financeiro na política atual do governo. “Há uma limitação dos recursos”, afirma Carla.
Para o Infectologista da Imunobaby, Dr. Mário Mesquita, as vantagens da imunização vão além do individual. “Há um benefício social, pois diminui a incidência das doenças na população que as crianças interagem”, explica.
Os ganhos também incluem, baixas taxas de hospitalização, além de sequelas (o sarampo, por exemplo, pode provocar surdez e problemas neurológicos), além de reduzir a abstinência dos pais no trabalho.

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